Alergias Oculares

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A alergia é algo bastante comum. Por exemplo, a rinite alérgica afeta mais de 30% dos adultos só aqui no Brasil, portanto, a alergia é algo que muitos conhecem. Mas ouvimos falar pouco das alergias oculares que atingem de 15 a 20% da população mundial e, quando não tratadas, podem causar diversos outros problemas oculares. Os tipos mais comuns são as conjuntivites alérgicas.

Elas podem ter múltiplas causas como ácaros, mofo, pólen, pelos de animais de estimação, poeira, perfume, fumaça de cigarro, poluição e outros. Portanto, as causas das alergias oculares estão em todos os lugares e quanto maiores os cuidados com a sua saúde, melhor. Lembrando que as alergias não são contagiosas, ou seja, não são transmitidas pelo contato com alguém que possui o problema.

Veja abaixo um pouco mais sobre as alergias oculares, como elas se desenvolvem e as formas de tratamento e prevenção. Confira!

Quais os principais tipos de alergias oculares?

Conjuntivite sazonal

É o tipo de alergia ocular mais comum, ocorrendo principalmente nos casos em que o paciente possui outro tipo de alergia como asma ou rinite.

Ceratoconjuntivite atópica

Costuma acometer pessoas com mais de 40 anos e que possuem um quadro associado de dermatite atópica, também conhecido como eczema. O principal sinal é a obstrução do canal lacrimal que, por sua vez, gera um dos sintomas mais comuns que é o olho seco. Esse tipo de alergia também pode acometer a córnea causando o comprometimento da mesma. 

Conjuntivite papilar gigante

Acomete muitas pessoas que fazem uso da lente do contato da maneira incorreta. Isso pode ser por má higienização das lentes, usar por mais tempo que o recomendado — dormir com a lente sendo que ela não é apropriada para isso — ou que o uso não seja indicado. O nome dessa alergia vem do sinal característico do problema: presença de papilas muito maiores que o normal na região da pálpebra superior.

Conjuntivite primaveril

O nome não foi dado por acaso. Esse tipo de alergia é mais frequente nos meses mais quentes do ano como verão e primavera. Acomete com maior frequência crianças de 7 a 10 anos. O tratamento costuma ser de longo prazo e, por isso, é preciso ter muito cuidado para que não se desenvolvam outras patologias ao mesmo tempo.

Quais os principais sinais e sintomas?

É claro que, os sinais e sintomas dependem muito do tipo de alergia ocular que o paciente desenvolveu, mas existem alguns que são encontrados na maioria dos tipos alérgicos. Um deles é a coceira, que se torna muito mais frequente e intensa. Veja outros:

  • olhos lacrimejando intensamente;
  • fotofobia;
  • inchaço nas pálpebras;
  • olhos avermelhados;
  • olhos ardendo.

Qual o tratamento mais indicado?

O primeiro passo é procurar o médico. Nesses casos, a melhor opção é se consultar, ao mesmo tempo, com dois especialistas: o oftalmologista e o alergista. Depois de determinar o diagnóstico, o médico pode passar algum colírio sendo que os mais utilizados são os lubrificantes, anti-histamínicos, de dupla ação e os que possuem corticoides ou cortisona.

O melhor mesmo é prevenir. Existem várias maneiras de fazer isso como reduzir o número de itens na casa que acumulam poeira, fazer a limpeza do ar-condicionado por semana, evitar esfregar ou coçar os olhos e assim por diante. Cuide bem da sua visão e previna-se as alergias oculares.

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