Heterocromia: cada olho, uma cor

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A heterocromia é uma alteração que acomete apenas os mamíferos, bastante comum em cães e gatos, mas rara em humanos. Ela se define pela diferença de cor nos olhos, e pode ser associada a uma herança genética (quando a cor da íris é definida ainda na gestação e por meio de genes dos pais) ou a uma síndrome crônica, causada por alguma doença ou desordem.

A falta ou, em alguns casos, o excesso de melanina (pigmento que dá cor à nossa pele, olhos e cabelos) favorece a não distribuição uniforme das cores nos olhos, o que torna as írias diferentes umas das outras. Mas, nem sempre essa coloração incomum é perceptível no dia-a-dia ou está ligada a uma anormalidade.

Quais são os tipos de heterocromia?

Essa característica peculiar pode ser percebida em três configurações diferentes: setorial, central e completa. Apenas em situações mais raras os tipos podem se misturar em uma pessoa só.

Heterocromia Setorial

Pode acontecer quando os olhos apresentam duas cores diferentes, com uma cor com mais destaque que a outra. Também é comum que essa característica seja apresentada em apenas um dos olhos.

Heterocromia Completa

É a forma mais incomum de ser encontrada, quando cada olho apresenta uma cor completamente diferente do outro.

Heterocromia Central

É percebida quando a íris do olho apresenta círculos de cor ao redor da pupila, e acontece apenas em um dos olhos.

É importante definir a causa da heterocromia pois, como já citado, se o caso não for genético, pode se apresentar como resultado adquirido de alguma doença. São elas:

  • sangramento ocular;
  • lesão ou cirurgia ocular;
  • glaucoma e alguns medicamentos relacionados;
  • melanoma;
  • tumores;
  • traumas bruscos em um dos olhos;
  • diabetes;
  • oclusão da veia
  • irite (inflamação da íris)
  • neuroblastoma (tumor que atinge as crianças até 15 anos de idade)
  • Síndrome de Dispersão Pigmentar
  • entre outras.

 

Quando a heterocromia tem causa genética e de nascença, a doença não tem sintomas, exceto da diferença de cor dos olhos, e não causa transtornos ou perda da visão. As cores de uma criança são definidas ainda na gravidez, por isso, é importante observar, já no nascimento, se existe esse vestígio de um olho de cada cor, para serem realizadas avaliações sobre o caso.

Porém, quando a heterocromia é adquirida por doenças ou distúrbios, é importante realizar um exame cuidadoso com o oftalmologista ou clínico geral e relatar os sintomas relacionados, como inchaço, irritação ou olhos vermelhos. Exames de sangue também trazem muito auxílio para confirmar o diagnóstico de outras doenças.

Se a heterocromia for de nascença e/ou por herança genética, não há cura ou tratamento específico para essa alteração na cor dos olhos. Se for caso de doenças, é importante que seja feito o tratamento correto dessas doenças específicas antes de procurar solução para as cores dos olhos.

Caso perceba alguma alteração na cor dos seus olhos depois de adulto, procure um oftalmologista ou clínico geral para diagnosticar e investigar quais as causas dessa alteração.

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