Glaucoma: Você precisa ficar de olho

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Você sabia que o Glaucoma é uma das maiores causas de cegueira no mundo?

Segundo a Organização Mundial de Saúde 2,4 milhões de pessoas são diagnosticadas com a doença todos os anos.

Especialistas afirmam que no Brasil existem mais de 1 milhão de portadores de Glaucoma e o pior é que a metade destas pessoas não sabem que possuem a doença.

Mas afinal, o que é o Glaucoma?

Como o nome já diz o Glaucoma nos olhos é uma doença ocular, na maioria das vezes causado pelo aumento da pressão dentro do olho, que também é conhecida como a pressão intraocular. A elevação da pressão nos olhos provoca a lesão no nervo ótico.

Imagine uma panela de pressão, o ar quente dentro dela faz força empurrando para fora, quando essa pressão atinge um determinado limite, empurra a válvula com pino que fica na tampa da panela, assim, o vapor em excesso é liberado impedindo a panela de explodir.

Na visão, o processo é bem semelhante mas, ao invés de vapor a pressão dentro do olho varia de acordo com o humor aquoso, um líquido que fica entre a córnea e a íris. Este líquido é constantemente produzido e também eliminado pelo organismo. Quando ocorre algum problema e o mecanismo não faz o trabalho de eliminar esse líquido pode causar a hipertensão intraocular pois, não há para onde o líquido esvair, assim, o excesso desse líquido vai pressionando internamente, empurrando o nervo ótico que fica atrás do olho, causando lesões.

A doença possui três variações de tipos distintos:

  • Glaucoma Congênito: É quando a criança já nasce com a doença. Ela acontece ainda na gestação, através de alterações na córnea, aumento do globo ocular e também o aumento de pressão dos olhos, no entanto, é considerado um caso raro e se descoberto, deve ser tratado imediatamente.
  • Glaucoma Agudo: Também é conhecido como Glaucoma de ângulo Fechado e acontece quando a saída do Humor Aquoso é repentinamente fechada, o olho sofre um grande aumento da pressão, podendo causar dor intensa e geralmente é caso de emergência.
  • Glaucoma Crônico: É o tipo mais comum, para se ter uma ideia ele representa 80% dos casos. Também conhecido como Glaucoma de ângulo aberto, desenvolve-se lentamente e silenciosamente onde o aumento da pressão é progressivo e as pessoas portadoras não sentem nenhum sintoma aparente. O único modo de detectar o Glaucoma Crônico é através da medição da pressão, geralmente ocorre durante um exame ocular.

Outros Fatores de Risco

Existem outros fatores que contribuem para o aparecimento e desenvolvimento do Glaucoma e que podem causar a cegueira no indivíduo caso não seja tratado adequadamente.

  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Problemas cardiovasculares;
  • Hipertireoidismo
  • Idade acima dos 60 anos
  • Pessoas afro americanos têm mais possibilidade de desenvolver o glaucoma do que pessoas caucasianas, principalmente acima dos 40 anos de idade;
  • Histórico familiar de glaucoma eleva as chances de desenvolver a doença;
  • Uso de medicamentos a base de corticosteróides por muito tempo também aumentam a possibilidade de adquirir a doença;
  • Doenças visuais como inflamações, tumores e até o descolamento de retina podem contribuir para o aumento do risco de Glaucoma

Sintomas

O Glaucoma é assintomático no início, ou seja, não apresenta sintomas. Mas, em fase avançada apresenta a perda da visão periférica, onde o campo visual vai se estreitando até formar a visão tubular, ou seja, o paciente só tem a visão central, assim, começa a esbarrar em objetos por causa da perda da visão periférica. Se o estreitamento da visão não for tratado pode causar a cegueira total.

Lembrando que a perda da visão causada pelo Glaucoma é irreversível mas, pode ser estabilizado através de um tratamento adequado.

Tratamento

Como já falamos, esta doença não tem cura mas, tratamentos que permitem uma vida normal aos pacientes. Isso porque, o tratamento adequado vai controlar a pressão intraocular reduzindo o agravamento do caso.

Na maioria dos casos o tratamento é feito com medicamento, um colírio. Dependendo da situação pode-se utilizar uma terapia à laser e também à cirurgia mas, somente em caso extremamente específicos.

Recomendações

faça uma visita ao oftalmologista periodicamente, isso vai garantir a saúde de seus olhos, principalmente se você está dentro do grupo de risco.

 

 

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