Conheça os 6 tipos mais perigosos de acidentes oculares no trabalho

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Acidentes são fatos inesperados que não podemos evitar, afinal, não prevemos este tipo de situação indesejada. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima que dentro de um ano, uma média de 150.000 acidentes oculares ocorrem no Brasil. E em sua maioria, estes acontecimentos ocorrem dentro do local de trabalho, e não para por aí. Cerca de 85% destes acidentes podem gerar danos com sequelas permanentes.

As vítimas, em sua maioria, são do sexo masculino, com idades entre 30 e 40 anos. A boa notícia, entre toda essa estimativa desastrosa, é que tudo isso pode ser evitado com algumas medidas preventivas. Mas para isso, listamos os principais tipos de acidentes que costumam ocorrer cotidianamente nos meios de atuação profissional. Acompanhe:

Corpo Estranho

Sabe aquele cisco nos olhos? Eles e outros tipos de fragmentos que se alojam na superfície ocular, como poeira e outras partículas, como as provenientes de lixadeiras são os grandes responsáveis por danificar a superfície corneana nestes ambientes. Além de trazer a péssima sensação de algo gerando atrito com os olhos, o cisco ainda traz consigo germes. Além disso, o ato de passar a mão nos olhos para tentar retirar o elemento ou mesmo tentar parar a sensação desconfortável contribui para a proliferação de bactérias e uma possível infecção ocular. Em casos de vermelhidão, coceira constante após a entrada deste corpo estranho ou qualquer reação adversa causada após o acidente, é necessário que se procure um especialista em olhos para a retirada deste corpo estranho e o uso de colírios e antibióticos.

Queimaduras

O uso de produtos químicos e faíscas de solda sem a proteção necessária (como o uso do óculos de segurança, por exemplo), são as principais causas de acidentes ocasionados pela queimadura da superfície ocular. Devido o calor e energia emitidos pela luz da solda, a córnea e a camada conjuntiva são afetadas. Esse tipo de acidente é o mais registrado entre os muitos tipos que ocorrem diariamente no meio de trabalho que envolva riscos desse tipo.

Em casos de queimaduras químicas, ocasionadas por produtos químicos como a soda cáustica, que são os casos mais graves para esse tipo de acidente, podendo escurecer a córnea permanentemente e até mesmo à cegueira. Nestes casos, se faz necessário realizar um transplante de córnea na tentativa de recuperar a visão da vítima.

Contusões

Os traumas desenvolvidos pelo choque de superfícies (impacto), são os principais responsáveis pela lesão ou fratura da região óssea que sustenta toda a estrutura ocular. Nesse caso, não há perfurações, somente o impacto. Geralmente os objetos responsáveis pelos acidentes são os próprios maquinários. Após o acidente costuma-se aparecer sintomas como: visão dupla, inchaço e arroxeamento (com sangramentos ou não) na região externa (pálpebras), descolamento da retina e perda da sensibilidade em parte do rosto.

Perfurações

O uso de objetos com pontas, como facas, pregos e até mesmo partículas de metal ou estilhaços de madeira ou vidro, oferecem o risco da perfuração. Em casos de ferimento do tipo, é proibido o uso de qualquer tipo de solução para os primeiros socorros. O recomendado é apenas tapar a área com uma gaze limpa e encaminhar imediatamente a vítima à um hospital oftalmológico.

Conjuntivite

Ambientes de trabalho em que são expostos produtos químicos como fumaça e outros alérgenos, contribuem para a irritação ocular, e pode acarretar um quadro de inflamação da conjuntiva, podendo até mesmo disseminar a doença e desenvolver uma conjuntivite infecciosa no ambiente de trabalho. Embora comum, a conjuntivite acometida em ambiente de trabalho é considerada acidente e deve ser notificada e tratada.

Síndromes

O uso constante dos olhos para a realização de tarefas no ambiente profissional, como ficar horas em frente um monitor, como o de computador acarreta um quadro de cansaço visual, ressecamento dos olhos, ardência, embaçamento, lacrimejamento, dores de cabeça e fotofobia, acarretando à síndrome da visão do computador. Nestes casos, o conselho é fazer pausas regulares, evitar ficar sem piscar e limitar o tempo de exposição visual a estas telas.

Medidas de primeiros socorros

O uso de soro fisiológico ou água corrente após o acidente, além de compressas geladas (sem massagear ou pressionar o local). É importante ressaltar que não se deve pingar ou passar nada na área atingida, apenas os citados anteriormente. Em casos de ferimentos mais profundos, a medida necessária é utilizar uma gaze limpa para ocluir o globo ocular (sem lavar ou pingar nada) e encaminhar a vítima imediatamente à um centro de pronto atendimento para emergências.

As empresas devem ceder o material necessário para a segurança de seus funcionários, como óculos com lentes de vidro ou acrílico, com hastes ou elásticos e também com filtros de proteção dos raios UVA e infravermelhos.

Caso haja vermelhidão, fotofobia (você tem fotofobia? descubra aqui), visão dupla, ardência, embaçamento ou qualquer tipo de alteração visual, o aconselhável é procurar um pronto socorro para ser, em seguida, encaminhado a um hospital de olhos especializado.

Em todo caso, o atendimento precisa ter agilidade e preparação com o suporte de profissionais aptos para esse tipo situação (Conheça a equipe médica Camargo Zambrin), pois um acidente pode ser decisivo nas possíveis sequelas para a visão.

Por isso, procure sempre o auxílio de profissionais especializados e prontos para te ajudar. Entre em contato com a Camargo Zambrin e tire as suas dúvidas.

Fonte: Revista VejaBem

 

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